Arthur Lira se elegeu presidente da Câmara graças a Jair Bolsonaro. Lira retribuiu o gesto carinhoso: engavetou mais 140 pedidos de impeachment contra o então presidente da República.
Bolsonaro também deixou o deputado correr solto como operador do orçamento secreto.
Após o mandato, Lira manteve os laços com o antigo aliado.
“Arthur Lira é um enorme aliado nosso, meu amigo de longa data’, disse Bolsonaro na convenção quando foi lançado à reeleição presidencial.
Veio a derrota. E quando o assunto é política-partidária, não existe nem amizade nem eternidade de laços. Mas interesses e pragmatismo.
Bolsonaro não tinha mais a caneta para nomear os aliados de Lira que, por sua vez, é só silêncio nas redes sociais sobre a decisão do STF impondo tornozeleira no ex-presidente além de restrições judiciais.
Tempo, senhor da razão…




