A sensibilização política que gerou um ato nacional pela vida das mulheres, veio do impacto das ocorrências contínuas, que assolam o país.
Mulheres sendo mortas pelo simples fato de serem mulheres, caracteriza o feminicídio.
Mortas por abusadores, que mapeiam o corpo feminino como território possível de invasão, a qualquer custo. A morte da mulher vem do não. Da não permissão.
Mulheres assassinadas após o rompimento de uma relação que um dia fora afetiva, mas se transforma em opressão, prisão, celeiro de violências domésticas, ocupa o topo das ocorrências feminicidas.
No entanto, existe uma vertente ideológica embutida na mentalidade fascista, extremista e fundamentalista, que alimenta a seiva do mal. Antes do ato, a ideia. Depois do ato, a justificativa. Eis o que precisa ser combatido nessa luta, que pede mais do que punição penal, pede evolução humanitária.
Dia 7 de dezembro se tornou data comum para a luta nacional em defesa da vida das mulheres, no Brasil.
Todas as capitais organizadas para uma ocupação política, ecoando gritos de resistência em defesa da vida e contra o feminicídio, é a forma que o país encontrou de maneira imediata para fazer mais do que chorar e sofrer pelas mortes evitáveis de mulheres.



