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Aliados e tucanos disputam programas federais em Alagoas

Os programas federais serão fontes importantes de captação de votos em Alagoas.

Com uma economia federalizada, mais de meio milhão de pessoas dependentes do Bolsa Família,  um Canal do Sertão que nunca fica pronto e uma população sem escolaridade ou formação para enfrentar a complexa exigência do mercado de trabalho, a tendência é que os candidatos possam usar o nome da presidente Dilma Rousseff ou do ex-presidente Lula até outubro.

O Bolsa Família, por exemplo, teve 26 mil famílias a mais incluídas nos últimos três anos de lançamento do programa Brasil Sem Miséria. E daí? Daí que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB) lembra que foi o relator da criação do programa federal. Algo que favorece o deputado federal Renan Filho (PMDB).

Mais de duas mil obras do PAC 2 são levadas adiante em todas as cidades de Alagoas. São quase dez bilhões de reais- uma grande fortuna nas mãos do senador Benedito de Lira (PP). Será que Biu vai mesmo atacar a presidente Dilma no palanque e trocá-la por Eduardo Campos, com problemas até no próprio colégio eleitoral- Pernambuco- e 10% nas pesquisas presidenciais?

A escolha vai mesmo pelo tamanho da carteira do Palácio do Planalto.

Quem não tem Dilma ou Lula no palanque pode improvisar.

O Canal do Sertão é a principal obra federal em Alagoas. Como não mostrá-lo no guia eleitoral do tucano Eduardo Tavares? O sertão tem 38 cidades. E, na capital, o Governo Teotonio Vilela Filho (PSDB) apresenta uma rejeição maior. Aposta-se em um equilíbrio de forças até porque Tavares tem a missão de ajudar Biu de Lira a enfrentar Renan Filho no segundo turno.

Dilma e Lula podem receber críticas, mas Alagoas não pode ignorá-los.

Para alívio daqueles que dependem deles nas eleições de outubro.

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