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Aliados articulam apelo de Bolsonaro e Eduardo para barrar tarifa de Trump

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) estão articulando uma estratégia para que ambos façam um apelo público ao ex-presidente norte-americano Donald Trump, pedindo a suspensão de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros.

A medida anunciada por Trump, em meio à sua campanha à Casa Branca, está prevista para entrar em vigor em agosto e tem gerado reações no cenário político e econômico brasileiro.

De acordo com fontes próximas à família Bolsonaro, a proposta é que pai e filho publiquem uma carta conjunta agradecendo a Trump pelo apoio no processo judicial que tornou Jair Bolsonaro inelegível no Brasil, ao mesmo tempo em que solicitam que a taxação seja revista.

O gesto é visto como uma forma de os dois se posicionarem como defensores da economia nacional, buscando se apresentar acima das disputas políticas internas.

A medida anunciada por Trump se baseia em críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à condução do processo eleitoral no Brasil.

Em uma comunicação recente, o ex-presidente dos EUA afirmou que a Justiça brasileira realizou um “caça às bruxas” contra Bolsonaro, o que, segundo ele, justificaria uma retaliação comercial.

A articulação do apelo ocorre em meio a críticas vindas de diferentes campos políticos. Integrantes do governo Lula atribuem a tensão ao alinhamento ideológico entre Trump e Bolsonaro, enquanto aliados do ex-presidente culpam o atual governo por uma aproximação considerada excessiva com países do BRICS — bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul — o que teria desgastado a relação com os Estados Unidos.

Diante do cenário, o Palácio do Planalto estuda acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar a tarifa. Segundo técnicos do governo, não há justificativa econômica para a medida, já que o Brasil registra déficit na balança comercial com os EUA, e não superávit.

A possível intervenção de Bolsonaro e Eduardo também é vista como tentativa de reconstruir sua imagem no cenário político internacional e nacional, ao se apresentarem como mediadores diplomáticos em defesa de setores estratégicos da economia brasileira, como o agronegócio e a indústria de base.

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