Ciro Nogueira, comandante do Centrão, declarou que Jair Bolsonaro dificilmente deve vencer Lula no Nordeste. Mas nas outras regiões, o presidente da República ganhará.
A base são os números: há uma lenta e gradual recuperação de Bolsonaro nas pesquisas. A perspectiva dos centristas é que ele ultrapasse Lula até as convenções.
Nogueira é senador do Piauí. Arthur Lira é deputado federal por Alagoas.
Os dois cercam os nove estados do Nordeste para que a diferença entre Lula e Bolsonaro seja menor que o esperado pelo PT.
Lira procura um nome que reúna o bolsonarismo alagoano. As chances de Fernando Collor diminuem a cada dia e Lira se distanciou do senador. O presidente da Câmara também não é este nome.
Alfredo Gaspar de Mendonça, agora ex-MDB, entregou nesta segunda, por comunicado ao governador, a Secretaria de Segurança Pública. Deve se filiar ao União Brasil, cujo dono em Alagoas é Lira. Alfredo declarou a este blog seu voto em Bolsonaro.
As dúvidas são: Alfredo vai votar em quem para o Senado? Até a semana passada, era Renan Filho. No grupo de Arthur Lira a articulação é o deputado Davi Davino, que disputou com Gaspar (e ficou em terceiro lugar) a Prefeitura de Maceió.
No grupo dos Calheiros, já se conta que Alfredo Gaspar não votará em Renan ao Senado. E trata o caso como traição. O mundo segue girando como um moinho.
O ex-SSP é candidato a deputado federal. No MDB alagoano, os Calheiros apostam todas as fichas na reeleição de Isnaldo Bulhões, que é líder do partido na Câmara.
Semana passada, a este blog, Alfredo Gaspar disse que não votaria no deputado Paulo Dantas, que é o candidato dos palacianos ao Governo. Disse ter afinidades com Rui Palmeira.
Rui ou o senador Rodrigo Cunha podem ser apoiados por Lira ao Governo. O presidente da Câmara indicará a vice, Jó Pereira, que anunciou sua desfiliação do MDB.
Os Calheiros não farão caça às bruxas com Jó. A família Pereira hoje é Arthur Lira mas… e amanhã?
O horizonte pode ser diferente.
