Alagoas teve 2o maior crescimento de evangélicos, no Brasil

Números do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE), divulgados na última sexta-feira indicam que Alagoas é o segundo estado brasileiro que teve maior crescimento no número de evangélicos- aumento de 76,8%- entre 2000 e 2010. O Ceará é o estado que teve maior crescimento (78,4%).

O Rio de Janeiro é o estado com menor proporção de católicos, enquanto o Piauí está no extremo oposto, com 85,1%.

O estado com maior proporção de evangélicos é Rondônia, com 33,8%.

O estado que mais perdeu católicos foi Roraima (26,1%), seguido do Acre, com queda de 23,7%.

Nas divisões por renda e instrução, os espíritas têm a maior proporção de pessoas com superior completo (32%); católicos, sem religião e pentecostais são, por outro lado, aqueles com maior proporção de pessoas de 15 anos ou mais sem instrução ou com fundamental incompleto. Quando são vistos os dados por faixa etária, a proporção de católicos foi maior entre aqueles com mais de 40 anos; no grupo de 80 anos ou mais, chega a 75,2%. Já os evangélicos têm proporções maiores nas faixas etárias mais jovens, até 39 anos. E, na divisão por rendimento, os pentecostais são o grupo com maior proporção de pessoas que ganham até 1 salário mínimo (63,7%).

Pela primeira vez, caiu o número absoluto de católicos no país.

Nas décadas anteriores, o instituto já registrava uma diminuição na proporção de católicos, mas isso acontecia porque eles cresciam em ritmo menor do que outros grupos, perdendo, portanto, espaço relativo no total da população.

Desta vez, no entanto, além dos evangélicos continuarem crescendo, o total de católicos diminuiu em 1,6 milhão de pessoas, de 124,9 para 123,2 milhões na década passada. Mas eles seguem sendo majoritários, com 65% da população (eram 74% em 2000).

Entre os evangélicos, que ganharam mais 16 milhões de fiéis no período, o aumento foi de 15% para 22%. Também cresceu a porcentagem de brasileiros sem religião, de 7,4% para 8%, mas em ritmo menor que o da década de 90. Em 1991, eles representavam 4,7%.

O crescimento dos evangélicos ocorreu sobretudo entre os jovens e nas regiões metropolitanas. Foram as igrejas pentecostais que puxaram o crescimento evangélico, enquanto as evangélicas de missão, mais tradicionais, tiveram uma redução proporcional, estabilizando-se, segundo o IBGE. Houve ainda aumento de 1% para 4% na proporção dos que se declaram apenas evangélicos, sem especificar a igreja.

As informações são do O Globo.

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