Alagoas foi o estado que mais reduziu o número de mortes violentas este ano, comparado a 2017, diz o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, do Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da Universidade de São Paulo (USP).
Segundo o Fórum- uma entidade respeitada inclusive internacionalmente- essa diminuição foi de 26,3%, maior que a média nacional (12,4%).
Ainda que os números sejam bons, o governador Renan Filho ainda tem o desafio de estimular a boa governança na Secretaria de Segurança Pública.
Significa superar o combate à violência, para além de apenas sugar bilhões de reais em policiamento na máquina pública local para, no final, os resultados serem muito ruins.
A tática da matança em conhecidos grupos mais violentos ou mais vulneráveis à violência tem alto custo político e financeiro em Alagoas e virou debate interno no Governo.
Isso principalmente motivado pela execução de 11 acusados em assaltos a banco pela polícia alagoana em Santana do Ipanema, no dia 8 de novembro, ação tão desastrada que nem arrancou os elogios esperados de Jair Bolsonaro aos policiais; nem apoio do governador e; constrangeu o secretário de Segurança Pública, Lima Júnior, a apenas abraçar os policiais longe dos holofotes.
Ao mesmo tempo, remunerar servidores públicos que recolham mais armas é considerada experiência de sucesso, no entendimento dos técnicos da burocracia estatal; operações policiais em busca de agressores de mulheres e homicidas é outro ponto visto como positivo na atual Secretaria de Segurança Publica; mais planejamento, governança, avaliação dos resultados e monitoramento da criminalidade são metas a serem alcançadas.
Matar mais por ódio, em tempos de alta tecnologia na desarticulação das quadrilhas, não é propaganda positiva para ninguém.




