Repórter Nordeste

Alagoas é o 3º, no Brasil, em perda de energia

Com Estadão

Alagoas é o terceiro estado brasileiro com maior número de ligações clandestinas de energia elétrica- o famoso “gato”. Os dados são da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Segundo a Agência, a perda de energia chega a 19,4%.

Amazonas lidera na quantidade de gatos- 30%, seguido do Piauí- 21,9%. Rondônia vem logo atrás de Alagoas, com 19,1%.

A perda de energia elétrica com ligações clandestinas, os famosos “gatos”, chega a quase R$ 7 bilhões ao ano no País, encarecendo as tarifas para todos os brasileiros.

Em média, 13% da energia consumida não é faturada, segundo Aneel. A situação mais alarmante é na Região Norte.

Mesmo com o aumento dos investimentos e da fiscalização pelas distribuidoras, o presidente da Abradee, Nelson Fonseca Leite, explicou que a redução das perdas é gradual e, portanto, os resultados devem aparecer apenas no longo prazo. “Ninguém vai mudar a cultura de combate às fraudes e furtos de um ano para outro”, ponderou Leite, acrescentando que o retrato de 2011 não será muito diferente do que o revelado em 2010.

Por utilizar metodologia diferente, a média de perda por furto ou fraude calculada pela Abradee é de 5,1% de toda a energia colocada no sistema – 503.858 gigawatts-hora (GWh) – ante os 13% calculados pela Aneel. Mas, independentemente das diferenças no método de cálculo, Leite frisa que o prejuízo com os “gatos” são elevados. “Todos poderíamos pagar uma tarifa menor se não tivéssemos um nível tão alto de perdas no Brasil”.

O entendimento da Aneel não é diferente. Em novembro, quando a agência discutiu a questão, o diretor Edvaldo Santana ressaltou que a energia consumida sem ser faturada – por furto ou fraude – é um dos “pontos fracos” para o desempenho do setor elétrico. Na avaliação dele, é “intolerável” que o nível médio de perda esteja em torno de 13%, com mais de 60% no Norte. “É como se as duas usinas do Rio Madeira fossem construídas apenas para suprir perdas”, destacou, referindo-se a Santo Antonio e Jirau.

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