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‘Alagoas do atraso’ assombra Governo, pressionado por protestos

Militares nas ruas em Maceió.

Os PMs reclamam da medida judicial que despromove policiais. 1.200 atingidos, inicialmente.

O alvo do protesto foi o governador Renan Filho porque ele autorizou a Procuradoria Geral do Estado a contestar decisões do Juizado Especial da Fazenda Pública, no TJ.

Obteve uma liminar do presidente do tribunal, Tutmés Airan.

As associações entraram com agravo para derrubar a decisão monocrática.

E levaram militares para as ruas

O Governo esperou o desgaste para buscar uma solução negociada sem abalar os cofres estaduais.

O protesto aconteceu 3 dias após o governador e a cúpula da Secretaria de Segurança Pública apresentarem novo relatório que aponta redução de homicídios.

Ao ser questionado pelo jornalista Arnaldo Ferreira, da Gazeta de Alagoas, Renan Filho lembrou da “Alagoas do atraso”, citando Fernando Collor.

Disse o governador que essa Alagoas não existia mais.

Os protestos mostram o contrário.

Alunos de EJA foram às ruas de Arapiraca. Protestando, segundo disseram, porque a Secretaria Estadual de Educação proibiu estes alunos de usarem o transporte escolar.

Uma decisão minúscula voltou a mexer na ferida do vice-governador (e secretário de Educação), Luciano Barbosa.

A atrapalhada gestão do transporte escolar pipocou protestos na semana passada.

Motivo (tolo): salário atrasado.

Motivo tolo porque Luciano Barbosa, se quiser, pode rapidamente resolver o problema.

Renan Filho e Luciano Barbosa tentam grudar em Collor uma imagem que também faz parte do presente.

Collor prometeu atacar os privilégios quando era governador.

Virou mote na campanha presidencial. O fim é conhecido.

Renan e Luciano prometeram diálogo e revolução na segurança pública e na educação.

O diálogo é monólogo: tomar decisões que gerarão protestos.

A revolução é apenas um adjetivo. Não substantivo.

A tão criticada “Alagoas do atraso” assombra o Governo Renan-Luciano.

Nem precisa da fraquinha oposição na Assembleia.

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