Sebrae
Um grupo formado por 11 pessoas – entre artesãos, técnicos doSebrae em Alagoas e do governo estadual – conheceu o trabalho dos profissionais da Associação para o Desenvolvimento da Renda Irlandesa de Divina Pastora, em Sergipe. Recentemente, a associação conquistou o selo de Indicação Geográfica (IG) e cumpriu mais uma etapa de registro da marca no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi).
A visita, realizada no fim de março, vai ajudar os artesãos alagoanos, integrantes do Projeto Bordado Filé em Maceió e Região das Lagoas, no processo de obtenção do selo de Indicação Geográfica para o Bordado Filé. O trabalho vem sendo desenvolvido desde 2010 pelo Sebrae no estado, em parceria com a Secretaria de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico (Seplande) e a Universidade Federal de Alagoas (Ufal).
Além da visita à sede da Associação em Divina Pastora, os alagoanos participaram de uma reunião técnica na sede doSebrae em Sergipe, com a presença do superintendente Lauro Vasconcelos, gerentes e gestores dos projetos na área de artesanato. “Foi um momento oportuno, que permitiu a troca de experiências”, destacou Vasconcelos.
Segundo Vanessa Rocha, gerente de Turismo, Artesanato e Cultura do Sebrae em Alagoas, “a missão técnica teve como objetivo conhecer toda a condução do processo para obtenção da Indicação Geográfica, como o levantamento da documentação necessária para construção do estatuto, a elaboração do caderno de normas técnicas e a definição de estratégias para gestão do selo de procedência, que virá após a efetivação do registro”, afirma.
A certificação diferencia produtos no mercado, atribui identidade própria, valor intrínseco e reputação, valorizando-os ainda mais. Para merecer o registro, os produtos devem apresentar uma qualidade única em função de características naturais, como solo, vegetação e clima, ou na forma diferenciada de fazê-lo, como é o caso do Bordado Filé.








