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Alagoano quis matar o presidente

O militar Marcellino Bispo de Mello, de Murici, sacou a arma, encostou no peito do presidente Prudente de Morais mas não apertou o gatilho. Era 5/11/1897, Rio de Janeiro, capital da República. O marechal Carlos Machado Bittencourt percebeu o gesto, desembainhou a espada e partiu para cima do alagoano. Marcellino reagiu. Com uma faca, matou o marechal.

Dominado, Marcellino foi preso, mas foi encontrado morto na cela dois meses depois. A versão oficial aponta que foi suicídio.

O caso movimentou a Procuradoria da República de Alagoas, que promoveu uma devassa na vida de Marcellino. Viajaram a Murici, localizaram a família. Conclusão: Marcellino, um lavrador, e os quatro irmãos, não tinham histórico criminal.

Era uma conspiração para matar o presidente da República? Ou um fanático? O vice-presidente Manuel Vitoriano chegou a ser indiciado, mas nada se provou contra ele. Nina Rodrigues, o famoso médico legista, autopsiou o corpo de Marcellino: concluiu que era um degenerado violento.

Marcellino tinha 22 anos.

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