Repórter Nordeste

Alagoanas em Ciranda de Poesias na Bienal

 

Ana Cláudia Laurindo é escritora alagoana com mais de dez livros já publicados e devidamente lançados, coordena o Coletivo Mulheres que Escrevem, e puxou a Ciranda de Poesias, reunindo mais quatro mulheres, em diferentes estações cronológicas, para fazer da escrita um canto e uma dança, onde almas livres pudessem expressar abertamente suas doçuras e amarguras, entre o sal e a pele do ser mulher.

Helena Marques é advogada, cidadã maceioense com fino gosto pelas artes e cultura, e desponta como novidade no cenário literário local através da participação na Ciranda de Poesias, deixando escapar sua escrita singular, capaz de resumir um mundo em poucas letras, na manifestação genuína de sua grandeza como alma que sonha, vive e ama no corpo vivo e pulsante de mulher.

 

Merandolina Pereira de Melo é escritora viçosense, com cinco outros livros publicados, completando o sexto na roda igualitária da Ciranda de Poesias, onde derrama sua escrita doce e iluminada como as noites de luar e reverbera talento literário, mantendo acesa a ideia sobre a terra natal, o berço de literatos alagoanos e local onde rega o Jardim de Dona Júlia, espaço no qual reúne livros e leitores em eventos inesquecíveis.

Sarah Falcão é uma psicóloga que gosta de ser chamada de poetisa, e explode em vastidão textual sua vertente de indignação apaixonada, onde se posiciona como mulher nas contradições da vida. É energia humana em forma de atenção e cuidados, levando dose de irreverência e beleza própria ao ritmo da Ciranda de Poesias, em sua primeira aparição formal no cenário literário alagoano.

Lourdes Acioly Wanderley é  membro-fundadora do Coletivo Mulheres que Escrevem, poeta com o primeiro livro publicado em 2023, e o segundo que agora veio em forma de Ciranda de Poesias, reafirma sua disposição de atuar na escrita, com sua rima e rigor métrico deixando escorrer poemas livres, em manifesta abertura ao novo, ao belo. Representando a divisa entre Alagoas e Pernambuco, traz detalhes de suas vivências em Campestre como parte da história de uma mulher que ousou ser letrada em tempos de rudezas e venceu os limites de um tempo.

Assim gira a Ciranda de Poesias. 

Um livro que palpita e vibra convidando a pessoa leitora a abrir suas páginas e se permitir encontrar as distintas vozes de mulher que nele dizem.

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