A crise também chegou a construção civil em Alagoas- um setor responsável por 14% do nosso PIB.
Hoje, as 1.400 construtoras filiadas ao Sindicato da Construção Civil de Alagoas desempregaram 50 mil pessoas em 2015- direta ou indiretamente ligadas ao setor- que já chegou a contratar 100 mil pessoas no boom do programa Minha Casa Minha Vida e derrubar em mais de 50% o déficit habitacional, erguendo 115 mil moradias entre 2009 e 2014.
Agora, há construtoras que encerram o ano sem lançar uma única casa ou apartamento novos, tocam adiante as obras já contratadas.
Um empresário que encerra dezembro em melhor condição lançou 20% das obras que projetou no início do ano.
O quê diz o presidente do sindicato, Alfredo Brêda?
A crise política contaminou a econômica.
Duas agencias internacionais derrubaram as notas que davam credibilidade ao país no cenário de investimentos internacional.
As muitas fases na Operação Lava Jato também deixam estes investidores desconfiados e, principalmente, a perda de comando do Brasil sob Dilma Rousseff.
Se a crise em Brasília se arrastar até março, deste ano novo, diz Breda, melhor esperar para 2017 por notícias melhores.
A indefinição, diz o presidente do Sinduscon, desestabiliza o cenário.
Agora os olhos estão nas planilhas e no Congresso Nacional.
E em jogo o futuro de Dilma e, se ela permanecer na chefia do Executivo, a capacidade que terá de agregar a classe política.




