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Agrotóxico faz pesquisadora alagoana ser perseguida pelo governo

Nossa irrestrita solidariedade vai para a alagoana Mônica Lopes Ferreira, que está sendo vítima de perseguição por fazer ciência no Brasil.

A pesquisa da imunologista ligada ao Instituto Butantã analisou apenas dez dos agrotóxicos mais utilizados no Brasil (já tem mais de 350 liberados em 2019) e constatou que não existe quantidade segura para uso.

Apesar da indiferença expressiva da sociedade brasileira com relação a esta temática (mesmo consumindo os alimentos envenenados) a divulgação deste resultado desagradou ao Ministério da Agricultura, que através de seus agentes promoveu retaliações à pesquisadora.

Que Bolsonaro traria a treva para a sociedade brasileira, nós que não votamos nele já sabíamos. Mesmo que suas torpezas pareçam superar qualquer expectativa, nós já sabíamos que o politicamente incorreto bem traduzido significaria cada uma das ações miseráveis que caracterizam este momento histórico. Foi uma promessa de campanha que o presidente cumpre à risca.

Os pesquisadores talvez tenham sido pegos de surpresa, talvez não tenham valorizado os riscos que a ciência corria quando a truculência lançou uma chapa para a presidência da república.

Se não existissem tantas distância entre pesquisadores e população, talvez agora eles não estivessem em tamanha solidão; quando o obscurantismo do capitalismo agressivo que Bolsonaro pulveriza em nossas mesas é capaz de promover boicote à ciência e reputação de quem se entrega aos estudos com fins éticos e humanitários.

Nosso país, caso sobreviva a esta hecatombe, precisará que alteremos inúmeras concepções. Entre elas, aquelas que servem para distanciar cientistas e nação.

Reiterando nossa solidariedade para com a imunologista e pesquisadora alagoana Mônica Lopes Ferreira, estendemos o repúdio aos perseguidores, que segundo informações publicadas na imprensa nacional, é a ministra Tereza Cristina e cúpulas ligadas ao governo.

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