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Agora sabemos que são outros os motivos da prisão de Aparecida

Basta olhar o passado.

Agora sabemos, no correr dos dias, que não queriam apenas prender a jornalista Maria Aparecida de Oliveira.

E sim humilhar para destruir. Arruinar as emoções, desestabilizar o fio da racionalidade. Quebrar a sanidade.

Lógico: com a conhecida elegância do poder local.

Ela está presa pelos crimes de injúria, calúnia e difamação.

Se tivesse roubado merenda de criança ou cargas de caminhão ou matado alguém de costas, estaria livre e na Assembleia Legislativa.

Até a OAB, o Sindicato dos Jornalistas e entidades de direitos humanos defendem a prisão da jornalista.

De fato, são tempos estranhos.

Não é mais sobre leis nem Constituição. Nem sobre ser jornalista ou não. Nem ética nem moral, certo ou errado.

É sobre vingança. Prazer com a dor do outro. Sadismo. É querer devorar, com os olhos, uma criatura vestida numa mortalha.

Se tiver sorte, Aparecida sairá viva da prisão, convivendo com os próprios restos.

E nós continuaremos a assistir aos bufões locais arrotando, pelos intestinos, democracias e demagogias.

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