O senador Aécio Neves chega a Alagoas nesta sexta (14) com a justificativa de uma campanha por filiações. Vai empossar o ex-governador Teotonio Vilela Filho na presidência estadual do partido.
Aécio lidera as pesquisas antecipadas da disputa presidencial- o que é natural levando em conta o arrocho fiscal da era Dilma, a sensação da traição dela com os brasileiros e os casos de corrupção.
Mas, o líder de um pedaço da oposição representa uma forma cada vez mais comum do fazer política: o olho nas pesquisas.
Daí Aécio vira uma figura controversa: um dia insinua o impeachment de Dilma Rousseff.
É contido pelo ex-presidente- também tucano- Fernando Henrique Cardoso- e o governador de São Paulo (tucano) Geraldo Alckmin.
Daí sinaliza para uma direção diferente: a aproximação com o PMDB, que indicou o vice de Dilma.
A estratégia é a discussão da renúncia da presidente da República. Michel Temer altera os rumos e o presidente do Senado Renan Calheiros lança a sua agenda Brasil.
E Aécio, de novo, fica só.
O PSDB defende que o impeachment é uma previsão que está na Constituição. E é verdade.
Mas, as instituições democráticas brasileiras estão fortalecidas- não há provas diretas (ainda) do envolvimento de Dilma com a corrupção e a queda da presidente não pode ser justificada pela baixa popularidade.
Em Pernambuco, Aécio disse não ao impeachment.
Por enquanto, é uma opinião definitiva.
E nesta sexta aqui em Alagoas? Qual Aécio vai prevalecer?






