Advogados realizaram uma visita ao presídio Baldomero Cavalcanti de Oliveira, em Maceió, onde o ex-presidente Fernando Collor está detido, para avaliar as condições da unidade prisional. A inspeção foi motivada por denúncias de superlotação e infraestrutura precária, incluindo infiltrações, fios elétricos expostos e relatos de maus-tratos aos detentos.
O presídio, inaugurado em 1999, tem capacidade para 773 pessoas, mas já chegou a abrigar mais de 1.500 detentos, segundo relatórios anteriores. A ala especial onde Collor está foi destacada como uma área reservada para presos com curso superior ou servidores públicos, mas ainda assim enfrenta desafios estruturais.
A defesa de Collor argumenta que o político, condenado a oito anos e dez meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, deveria cumprir pena em prisão domiciliar devido a problemas de saúde, como Parkinson e apneia do sono grave. O Supremo Tribunal Federal solicitou ao presídio informações sobre sua capacidade de atender às necessidades médicas do ex-presidente.
A visita dos advogados também buscou verificar se as condições do presídio atendem aos direitos humanos básicos, especialmente após denúncias de tortura e negligência médica em anos anteriores.








