A Polícia Civil de Alagoas (PCAL), por meio da Delegacia de Estelionatos, deflagrou uma operação para desarticular uma organização criminosa acusada de movimentar mais de R$ 80 milhões em fraudes financeiras.
O esquema era liderado por um advogado regularmente inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que utilizava a própria prerrogativa profissional e o prestígio da carreira como fachada para aplicar golpes em diversas frentes.
A ação, que contou com um forte aparato de segurança, revelou uma estrutura criminosa complexa voltada à falsificação de documentos e ao engano de cidadãos.
De acordo com as investigações, o suspeito usava sua carteira profissional como instrumento para dar credibilidade às práticas ilícitas.
As vítimas eram atraídas por falsas promessas de facilitação na compra de imóveis, que envolviam documentações completamente fraudulentas, além de serem induzidas a pagar taxas indevidas e custos de processos judiciais inexistentes.
A atuação do grupo era altamente organizada, empregando diferentes estratégias para garantir a vantagem financeira e manter o funcionamento do esquema sem levantar suspeitas imediatas.
A ofensiva policial foi coordenada pelos delegados Dalberth Pinheiro e Michelly Santos, contando com a supervisão direta do delegado-geral Thales Araújo.
Por envolver um membro da classe jurídica, a operação foi acompanhada de perto por representantes da OAB, garantindo o cumprimento dos ritos legais.
O volume financeiro movimentado nas contas do advogado chamou a atenção das autoridades, evidenciando a escala do prejuízo causado às vítimas e a capilaridade da rede criminosa.
Para garantir o sucesso da ação, a PCAL mobilizou um grande efetivo, unindo equipes da Delegacia Geral de Administração (DGA), DRACCO, DINPOL, CORE, Oplit, GEAI, SAER, Núcleo de Planejamento Operacional e da Coordenação de Homicídios do Interior.
A operação recebeu ainda o suporte tático de militares da Rotam. As investigações continuam agora para identificar outros possíveis envolvidos e recuperar ativos financeiros que possam ressarcir as vítimas prejudicadas pelo esquema.
*Com Assessoria









