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Adú mostra caminhos dos tristes e felizes

Adú mexe com a expulsão de pessoas de suas terras por conflitos sociais ou étnicos ou políticos (aquilo que a perfumaria chama de imigração). Três lados diferentes de uma mesma história, uma bicicleta que nunca será devolvida e uma criança que só tem ela própria para se defender. É Adú.

Os expulsos de suas terras querem pular a cerca separando pedaços da África com pedaços da Europa. A extrema direita européia está nas ruas. Usa conceitos de perfumaria contra os imigrantes. Mas o problema mesmo é seguir a cartilha de Hitler sobre as raças e a pureza do Velho Continente.

Lógico, a extrema direita nem quer ser chamada de higienista muito menos nazista. Apenas garantidora de sua cultura.

Mesmo lobo em pele de Zara.

O pai rico lidera uma ONG para preservar os elefantes. Tem de cuidar da filha conflitada. No ápice, o pai consegue intervir para ela não ser presa.

O guarda da imigração testemunhou os colegas matarem uma das centenas de pessoas que tentavam pular a cerca dividindo os dois continentes. O inferno do paraíso; a guerra e a paz; o gênesis e o apocalipse.

Quem é quem?

Ora, os dois lados vão a julgamento para esclarecer as circunstâncias da morte do imigrante. Temos os africanos, pretos, pobres, mal vestidos. E os europeus bem arrumados, nada de suvaqueira, brancos, ligados à burocracia estatal, justificados para sempre.

Quem ganha nos tribunais?

Sobra Adú, testemunha do assassinato da mãe, a irmã morta pelo frio, o amigo Massar arrastado pela polícia – fugiu da Somália, do deserto, do hospital.

Sim, podemos ser melhores como sociedade mas Adú nos mostra que essa tarefa é desigual até para os heróis e os vilões. Se eles estiverem fora da lista de inimigos citados por Hitler em seu Minha Luta, o mundo continuará (para eles) uma festa.

 

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