Repórter Nordeste

Ações na Justiça devem estancar derrama de dinheiro na Assembleia

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Duas ações na Justiça devem definir o futuro de alguns milhões de reais na Assembleia Legislativa.

Uma é o recolhimento do imposto de renda dos servidores da Casa- que está pronta, na mesa do juiz Alberto Jorge Correia de Barros, desde 14 de agosto.

A outra é o caso dos créditos suplementares. O Governo encaminhava mais dinheiro, sempre a pedido da Mesa Diretora da Assembleia, que justificava o pagamento de gastos internos com servidores.

No caso do imposto de renda, o juiz Alberto Jorge determinou, em abril, que o presidente Luiz Dantas recolhesse R$ 2 milhões por mês para os cofres da Secretaria da Fazenda.

Segundo o magistrado, desde 2010 a Assembleia não faz isso.

Só que em maio o presidente do TJ suspendeu os efeitos da liminar do juiz Alberto Jorge. Disse a Assembleia ao recorrer da decisão que se recolhesse o dinheiro exigido pelo juiz haveria riscos para as finanças do Legislativo Estadual.

A outra ação- a do dinheiro a mais repassado para a Assembleia- indicam exatos 8,08% fora da lei de responsabilidade fiscal.

São pelo menos R$ 50 milhões a mais derramados na Casa de Tavares Bastos.

Em época de judicialização do Legislativo, a Assembleia depende mais uma vez da Justiça para decidir aquilo que ela deveria seguir: a lei.

E por criar as leis, a Assembleia faz de conta que elas- as leis- só valem para os outros.

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