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Academia Matrizense de Letras, união ancestral

Matriz de Camaragibe, no norte de Alagoas, vive uma saudável ansiedade nos preparativos para formalizar sua Academia Matrizense de Letras.

Intoxicada por dentro pela má política, que abre a dualidade feroz entre a favor e contra, a cidade de pouco mais de vinte mil habitantes conhece de perto o significado de intriga, perseguição política e punição aos adversários ideológicos.

Mas agora, na representação dos que tomam gosto por cultura, se prepara para saborear momentos diferenciados, para muito além das mesquinhas disputas por espaços mínimos de poder. Se abre para conhecer as letras de seu patrono principal, o poeta Fabrício Braga, que em seus versos impingiu as marcas da ancestralidade, nos permitindo voar com sua leveza literária.

Resgatando valores comunitários, irmanados em um círculo de libertação do pensamento, a AMALE – abreviação do nome da academia – pretende destacar o trabalho histórico deixado pelos membros da família Mendonça, Arlete e Cláudio, com o livro Matriz de Camaragibe: sua história. Obra que nos trouxe o ensejo de sequenciar registros, sob novos ângulos, recriando a história da cidade com diversas contribuições de filhos seus, em uma coletânea a ser publicada muito em breve.

Nestes caminhos de superação pretendemos alcançar melhores condições psicossociais, reescrevendo páginas que realcem a identidade de um povo a descobrir que “o que nos une é muito maior do que o que nos separa”, lema da Academia Matrizense de Letras, já nascida, a se desenvolver.

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