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A voz de Glauber Braga é nossa

Vozes que denunciam são caçadas abertamente, mas não deveria ser assim!

A denúncia nos sistemas democráticos deveria suspender a inércia dos sistemas de justiça, e movimentar recursos legais na garantia de direitos, reparação de danos, suspensão de canetadas ilegítimas, e muitos outros benefícios comunitários.

O poder truculento não admite o poder de denúncia porque sente o incômodo de ter a sociedade a questionar seus feitos, mesmo quando prestar contas ao coletivo seja uma obrigação explícita de tais poderes.

Outra vertente que persegue vozes que revelam, é a empresarial, ligada a todos os setores de manipulação do lucro, como a indústria alimentar, de fármacos, agronegócio e grandes cartéis.

Pelo silenciamento foram criados os atalhos espúrios, como propinas e negociatas de bens públicos, berço das milícias, grupos paramilitares e outras facções.

A imposição do medo através da eliminação do outro sempre esteve na base destes poderes  que revestem suas violências de institucionalização, tradições arcaicas, extremismos e fundamentalismos, encaixando pequenas doses de morte através de ações racistas, classistas, machistas, exemplos de intolerância em toda parte.

Depois deste preâmbulo, talvez fique mais fácil compreender a greve de fome anunciada pelo deputado federal Glauber Braga, um mandato perseguido pela ânsia de silenciamento da truculência que mora na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Muito mais do que olhar para Brasília, precisamos denunciar o que este pedaço de institucionalização que deve explicações ao país desde a implantação da República está fazendo sob o céu.

Não é personalismo fixado na imagem de Glauber, é a importância do seu papel enquanto parlamentar que traduz as vozes silenciadas, no cumprimento da representatividade democrática.

A Câmara dos Deputados acolhe hoje o maior percentual de traidores da pátria que a história contabiliza. Ansiosos por servirem ao poder gerado pelo acesso a dinheiro público, prestígio, força de indução política e manutenção de um sistema anti-democrático no coração da democracia, ferindo-a de morte todos os dias.

Perseguir Glauber Braga pode ser o tiro no pé dessa Câmara pífia, que atrai os olhares de um país traído para o ninho das traições.

No coro da cidadania democrática expressamos solidariedade ao sistema ferido por golpes tramados entre doses de bebidas caras, nas bolhas daqueles que não nos representam.

Calar Glauber Braga é violentar o Brasil, mais uma vez.

 

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