A estrutura material e simbólica da violência estabelecida em nossa terra, tem arranjos de alicerce, como se no princípio, já fosse sabido o que se faria aqui, para manter o poder nas mesmas mãos.
Um mau exemplo que se misturou aos dias, parecendo fazer parte no nascer e dormir do sol. Ser violento é estrutural, cultural, caricatural…faz imenso mal! Contudo, nós, permitimos.
Não é sem razão que o poder sempre repete as mesmas justificativas, o faz porque nós as acatamos. Podemos dizer que nos falta tempo para ouvir as vítimas e seus dolorosos ais, até que sejamos vítimas também e por hábito, defendemos o nosso interesse e acusamos as outras vítimas.
Poderia e deve ser diferente. Não nos comovêssemos em excesso por uns e reagíssemos tão friamente por outros. Derramamos lágrimas pelos muito chorados e ressecamos o sentimento de coletividade, que poderia nos irmanar em defesa da vida de todos.
É bem verdade que a estrutura montada é firme e sagaz, contudo, quando o alvo agrega interesse de muitos, se apresentam diversas maneiras de lutar para alcançar.
Contudo, nossos ideais são fracamente erguidos sob a égide do interesse mesquinho de engrossar as fileiras marginais pelas cercanias do poder, buscando algum lugar ao sol. A vida, que seria o bem maior, despenca na nossa falta de ética, de humanidade, de esperanças coletivas.
Ao futuro, mais conhecimento e autonomia, em nome da utopia de tempos de paz, quando o poder não precisar da violência para se manter.





