A reforma administrativa do prefeito JHC criou uma superestrutura que concentra todas as forças para as eleições do próximo ano.
Maceió passa a contar com 2.416 cargos comissionados e 31 secretarias, o suficiente para atrair a maior quantidade possível de vereadores mais novos aliados, como:
– o presidente da Câmara Arthur Lira;
– o ex-deputado estadual Davi Davino Filho;
– o ex-senador Fernando Collor.
Há mais gente e, pelo que se vê, o prefeito tem pressa.
A nova estrutura administrativa, por exemplo, tem a Secretaria de Desenvolvimento Social, Primeira Infância e Segurança Alimentar.
Ela tem mais capilaridade que a Assistência Social e até a Saúde.
Todos os Cras serão coordenados por esta pasta. Todos os conselheiros tutelares- braços e pernas da classe política- serão contactados diretamente pelo secretário ou secretária.
Todos os restaurantes populares estarão sob a alçada desta Secretaria.
É um cargo que põe uma lupa por cada canto da cidade. A futura gestora ou gestor (será Davi Davino Filho?) poderá dizer quando a fome será banida em Maceió.
Existe mais. E vamos para a arrecadação.
O prefeito segue modelo semelhante ao da Prefeitura de Belo Horizonte e o governo alagoano. Criou a Maceió Ativos S.A ou a securitização do patrimônio municipal. Portas abertas para empréstimos junto aos bancos e venda de bens e operações no mercado financeiro usando dinheiro dos fundos do município.
Para quem imagina que a equipe de JHC estta perdida, a reforma mostra o contrário. Há muitas ideias já em prática pelo país e copiadas por ela. Incluindo as polêmicas.
Vamos falando sobre elas (novidades e polêmicas) aos poucos.
