O ano de 2020 começou levantando um tema que afeta de maneira direta a vida na cidade de Maceió: o aumento da tarifa do transporte público. Faz emergir o debate sobre a mobilidade urbana e como a administração municipal tenta empurrar ao povo uma taxa longe de ser justa.
Já assistimos à flexibilização de legislações a fim de lesar a classe trabalhadora com as reformas trabalhista e da previdência. No mesmo bojo, vimos também a venda de estatais e o aumento expressivo das contas de serviços como o de energia. Estamos vendo um movimento em prol da privatização da água. Agora, a mobilidade urbana é a nova cartada.
Logo, precisamos nos posicionar já que tudo isso abala uma maioria do nosso município que utiliza o transporte público diariamente.
Não que antes a prefeitura se mostrasse hábil nas questões de mobilidade urbana. Apesar do crescimento progressivo nas tarifas de ônibus na cidade a qualidade do transporte, a infraestrutura das vias e do planejamento do trânsito tem estagnado ou decrescido, sobretudo nos bairros mais pobres.

Protestos e reivindicações sacodem o mundo por diferentes motivos, mas é importante lembrar que o transporte público foi um fator decisivo nas manifestações de junho de 2013 no Brasil e de 2019 no Chile. Serve de exemplo pois corresponde uma área crítica: a sobrevivência.
A mobilidade das populações periféricas e pobres se fundamenta na corrida pelo pão diário e pela necessidade de enfrentar os dias que tem se mostrado difíceis tanto para os empregados como para os desempregados e trabalhadores informais de todas as áreas. Este projeto impopular e antipopular deve encontrar resistência.
R$ 4,10 é absurdo!