O que estão fazendo com a educação pública na dita era dos extremos?
Está extremamente comprometida para a derrubada dos efeitos do conhecimento na vida cidadã.
Podemos abrir rapidamente uma janela e observar através dos tempos breves, em nosso país de altos instantâneos e baixos profundos e perceber que todos os movimentos progressistas no campo educacional são rapidamente combatidos e extintos pelas manobras políticas de caráter tradicionalmente mantenedor das valas sociais.
Há luta de classe na educação. Mas esse elemento decisivo foi apropriado pela classe dominante, que jogou seus esporos em cada cadeira mater dos poderes constituídos.
É como jogar xadrez sem possuir as peças chaves, porque os muito ricos, os empresários e os seus filhotes políticos travaram os movimentos dos trabalhadores em um círculo vicioso que somente conduz ao desânimo, adoecimento, esfacelamento de todo sonho em troca de uma miserável condição de pessoa empregada.
A educação não se tornou motivo de luta nestes dispersos dias de alienação coletiva em desamparo global.
Sempre foi luta manter nos currículos o suficiente para retirar da ignorância propositalmente conduzida, os filhos da pobreza, que sempre foram vistos como tração muscular para os donos das riquezas, que nunca trabalharam, aumentarem seus lucros.
Observar a mobilidade social brasileira por via educacional gerou incômodos naqueles que preservam a mentalidade escravagista, que ainda sofrem por ter que pagar salário mínimo a quem faz serviços domésticos em suas luxuosas residências.
O cenário de hoje é lamentável no sentido de que a educação pública está sugando a vitalidade dos professores e lhes induzindo a abraçar efemeridades como se fossem grandes pautas educacionais, na sobrecarga normalizada.
Se eles tornaram banalidade pagar menos a professores, agora agregaram um caráter de exploração desumano a estes mestres estressados, tomados de transtornos emocionais e candidatos ao desenvolvimento de doenças mentais, por se proporem melhorar o país através do conhecimento.
Como não podemos deixar de fazer, convidamos o leitor a repensar o seu voto, pois é através dele que os resultados perversos chegam nas políticas públicas, de modo muito especial, nas políticas educacionais.
O país está descendo a um poço escuro, fundo e lodoso, como se isso fosse natural. Mas é político.





