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A pressão nos bastidores para que Toffoli deixe a Corte

O ministro do STF, Diaz Tofolli faz palestra no seminário para celebrar os 30 anos da Constituição Federal e os 70 anos das Declarações Americana e Universal, promovido pelo o Ministério de Direitos Humanos e UniCeub.

Uma articulação silenciosa, mas de alto impacto, movimenta os corredores do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo apuração do jornal O Globo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou em campo para tentar convencer o ministro Dias Toffoli a se afastar temporariamente do cargo, alegando razões de saúde.

O objetivo final, entretanto, seria ainda mais drástico: uma renúncia definitiva no médio prazo para estancar uma crise que ameaça engolir a credibilidade da mais alta corte do país.

O motivo da preocupação presidencial é o “caso Master”. Lula teria confidenciado a aliados que o material já tornado público sobre a relação de Toffoli com o grupo de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, é apenas a ponta do iceberg.

O temor no governo é que novos desdobramentos, incluindo detalhes sobre o pagamento de R$ 35 milhões por uma fatia de um resort do qual o ministro é sócio, ampliem o desgaste institucional a um ponto sem retorno.

A estratégia de Lula não visa apenas Toffoli, indicado por ele em 2009, mas busca principalmente proteger o ministro Alexandre de Moraes.

Também citado no contexto do caso Master devido a contratos do escritório de sua esposa e mensagens trocadas com Vorcaro, Moraes é considerado peça-chave pelo Planalto.

Lula entende que não pode deixar o magistrado exposto, tanto pelo seu papel central nas condenações da trama golpista quanto pelo fato de o governo estar politicamente “colado” à sua imagem.

Com Moraes previsto para assumir a presidência do STF em 2027, ano em que Lula estaria no início de um eventual novo mandato, evitar a deterioração da imagem do ministro tornou-se prioridade nacional para o petista.

A resistência de Toffoli e o recorde de desconfiança

Apesar da pressão vinda do Planalto, Dias Toffoli tem resistido firmemente. O ministro afirma a interlocutores que não pretende se licenciar e sustenta que não há “fatos novos” comprometedores a surgirem.

Toffoli, que poderia permanecer no tribunal até a aposentadoria compulsória em 2042, vê no pedido de afastamento uma admissão de culpa que não está disposto a fazer.

Enquanto o impasse persiste, o termômetro das ruas acende o alerta vermelho. Pesquisas recentes mostram um cenário desolador para a Corte:

Para o governo, o desgaste do Supremo deixou de ser um problema apenas jurídico e virou munição eleitoral para a direita.

O movimento para tirar Toffoli do centro do furacão é, na prática, uma tentativa desesperada de reduzir danos antes que a crise contamine irreversivelmente o projeto de reeleição de Lula e a estabilidade do Judiciário.

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