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A fé ingênua sustenta charlatanice espírita

Vocês estão analisando as intenções destes ditos mensageiros, à luz do sentido político, histórico e humanitário ou se deixam embevecer por palavras bem articuladas? Eu perguntaria aos frequentadores da casa espiritual que propagou discurso em defesa de Sergio Moro, mistificando e iludindo.

Lembrai-vos que as trevas podem falar bonito e nesta ilação verbal dizer exatamente aquilo que o público deseja ouvir. Neste caso, estarão buscando este respaldo falacioso para aplacar a consciência?

Cenário montado. Música de fundo, fala em tom moderado, uso de chavões e genéricos oportunos para abrir discurso alienante, que imuniza a necessária crítica da própria essência. Amansam e adestram cordeiros em nome do Cordeiro vilipendiado.

Atribuindo a Jesus uma “espada para pacificar o mundo”o médium remete o imaginário coletivo à legitimidade armamentista, segundo a vontade de quem? Dele mesmo. Este em quem logo pensamos quando se fala em armas no Brasil.

Jesus, Miguel Arcanjo e Joana D’arc (outra vítima da violência humana quando encarnada) estariam liderando uma luta na psicosfera de um “Brasil novo”, este de agora, liderado por um destruidor de vidas, considerado ameaça mundial ao meio ambiente.

Este exército estaria pronto para banir os “saqueadores”, “vampiros” da esquerda, das linhas progressistas, em resposta ao clamor de um povo cansado do sofrimento. Isto no país que está neste exato instante tremendo diante de uma reforma da previdência que acelera a miserabilidade, sendo implantada pelos arautos deste “novo” tempo.

“As preces do povo brasileiro foram ouvidas”, segundo o médium. Talvez se refira aos ruralistas, banqueiros e outras camadas sociais beneficiadas pelo aumento do lucro, sobre a fome, o desemprego, a falta de esperança social que se abateu sobre a nação em 2019.

Os soldados de Miguel, que reencarnaram no Brasil para trazer justiça na perspectiva apresentada, adivinha quem são? Eles mesmos, os destruidores da confiança na justiça, aqueles que negociaram nossa Constituição para eleger um projeto baseado na necro-política ultraliberal com pinceladas grotescas de entreguismo internacional e fundamentalismo religioso.

O anúncio de uma nova era (esperada) e o início de um ciclo sem governantes iníquos, são falas que envolvem sem fazer pensar. Pois quando contabilizamos os tempos de governo esquerdista, a brecha cronológica é minúscula, tendo a direita sobrepujado este país por séculos. Mas o dito não pretende acionar a crítica nem a inteligência, o móvel da manipulação é a ingenuidade da fé.

Cristo sendo utilizado como cola durepoxi para emendar Sergio Moro, Bolsonaro e uma nova moral na terra a partir do Brasil, só tem sido possível por causa da infância espiritual birrenta dos frequentadores destas casas, que se abriram como portas da perversidade interpretativa da vivência espiritual, em prejuízo da verdade.

Que esta noite passe, que a aurora nos desperte, que o fascismo aninhado nos corações não tenha força diante do clarão libertador, pois a verdade não poderá ser posta em grilhão.

Para conhecer mais sobre a causa desta análise, o link abaixo:

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