Alfredo Gaspar de Mendonça Neto é herdeiro de uma história alagoana formada na área do Direito, sendo ele próprio advogado.
Foi promotor de justiça e chefe do Ministério Público de Alagoas, de onde saiu por escolha e decisão de se envolver com a política, se tornando Secretário de Segurança Pública no governo de Renan Filho, e não podemos esquecer o caráter truculento de sua gestão policialesca, lembrando feitos antigos da época de outro secretário que marcou a história com chacinas, Coronel Amaral, falecido este ano.
Da projeção de uma gestão violenta para a campanha política ligada aos setores bolsonaristas, foi apenas um átimo de segundo, e foi eleito deputado federal por Alagoas na sigla partidária do União Brasil, cargo que ocupa na base da extrema direita.
O que ressalta controvérsia em Gaspar, foi sua adesão ao movimento que sequestrou o Congresso para impor uma pauta de benefício político ao ex-presidente e político inelegível Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar por infringir regras cautelares sob determinação do Supremo Tribunal Federal.
A ação ocorrida no dia 05 de agosto de 2025, impediu os trabalhos parlamentares no retorno do recesso e entre os projetos importantes que adiou estaria a isenção de imposto de renda para quem ganha até cinco mil reais, interesse da maioria dos trabalhadores e trabalhadoras do país.
De acordo com autoridades que denunciaram o ato de imposição manifesto pelos deputados e senadores de extrema direita, ele violou a Constituição e até o Regimento da Casa Legislativa, para atacar os poderes Executivo e Judiciário, em uma amostra impactante de desrespeito ao Direito Público Brasileiro.

A participação do deputado federal Alfredo Gaspar no protesto de sequestro do Congresso merece análise da sociedade alagoana, que o elegeu para priorizar as questões da sociedade em espectro amplo, respeitando a Constituição Brasileira e os interesses do povo trabalhador.





