Blog do Odilon: A escolha de Vilela, para além da mesquinhez

A revelação de que o escândalo da venda de um terreno, em Rio Largo, envolve o conselheiro do Tribunal de Contas, Cícero Amélio e um agiota aumenta a responsabilidade do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) na escolha do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Fernando Toledo (PSDB), a um dos poucos cargos ainda vitalícios no Brasil- herança insistente do Império.

Com Toledo, serão quatro os conselheiros nomeados diretamente por assinatura de Vilela, o que garante maioria ao governador na aprovação das contas do Executivo.

Mas, com Fernando Toledo- da mesma forma, com Cícero Amélio- carrega-se o estigma da improbidade administrativa- ambos respondem ao crime. E será que Alagoas merece mais um conselheiro, sem justificativas para gerenciar os próprios e os alheios atos?

Vilela está entre a mesquinha escolha da maioria no TC- que só beneficia ele mesmo- ou montar uma composição mais técnica- como os tucanos gostam de chamar, referindo-se aos seus programas.

A Corte de Contas não assusta ninguém em noite escura. Mas, a escolha de Vilela, esta sim, pode mergulhar, nas trevas, as chances de Alagoas- um dia- recuperar sua credibilidade ou ajudar na reestruturação do tecido social. Ou os farrapos dele.

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