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A capa de elite ainda protege Bolsonaro

Brasília (DF), 26/03/2025 - Ex-presidente Jair Bolsonaro durante declaração a imprensa após virar Réu no STF. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O cenário político/social brasileiro não comporta amadorismo. É preciso ter muita atenção para perceber as nuances. A família Bolsonaro tem deixado suas contribuições, para que todos possamos testemunhar o quanto foi preciso “infringir” para que algumas medidas chegassem a termo.

Nesta sexta, 18 de julho de 2025, a Polícia Federal realiza uma ação na residência de Jair Bolsonaro, e o país grita “sextou” nas redes sociais.

A PF também chega ao escritório do PL. Enfim!

Para o parvo político de conduta patologizante que foi presidente cruel e se tornou modelo de todos os atentados à vida e à democracia, uma pequena intimidação com uso de tornozeleira eletrônica, redução de horário na rua e proibição de contatos com outros envolvidos no caso e autoridades internacionais.

Voltando ao 08 de janeiro totêmico, o dia no qual os serviçais do ex-presidente ensaiaram um golpe de Estado: alguém precisou defecar na mesa do mais alto escalão do judiciário brasileiro para que medidas reais fossem tomadas.

Aportando do 18 de julho: um Bolsonaro precisou pedir que bombas fossem jogadas no Brasil pelos EUA para que os ministros restringissem os passos do anti-herói da extrema direita.

A soberania do país se tornou alvo da nação mais beligerante do planeta sob aplausos dos seguidores empoderados ou não, ricos ou miseráveis, contaminados pelo ego nazifascista do clã.

Todos os filhos de Jair Bolsonaro gozam de amplo parquinho nos poderes brasileiros, dos quais extraem dinheiro e possibilidades de articulação política, sem respeitar nada nem ninguém.

Para perderem alguns centímetros do caráter de “intocáveis” eles chegam aos extremos e fica impossível paras as elites decisórias não fazer nada. Então, protelam a feitura e demonstram apenas o quanto podem repreender.

Este é o mesmo país que mata trabalhadores voltando para casa porque a população é vista como inimiga, pelo próprio Estado.

Este é o país que mantém aprisionados jovens pegos em protestos, transformados em perigosos terroristas sem afetarem nada concretamente.

Também é aqui que pessoas são presas por furto de alimentos em momentos de desespero e juízes punitivos deixam que mofem no cárcere, onde pelo menos irão comer.

Aqui não existe porém para os jovens periféricos. A polícia está caçando gente.

O confronto é de classe. É uma revelação brutal de privilégios. E o caminho para a riqueza dos Bolsonaros foi o voto.

São estratégicos, por mais que alguns acreditem no contrário. Eles disputam um projeto de país que foi abraçado por gente evangélica, católica ortodoxa, espírita tradicional e até casas de fé de matriz africana, entre outras denominações religiosas.

O chá da tarde de Bolsonaro não vai explodir o país. Mas vai capitalizar votos para o clã, que segue espalhando infrações livremente pelas redes sociais.

 

 

 

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