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A arriscada filiação de Collor ao PL

O sistema eleitoral brasileiro exige que todo cidadão que concorra a cargos político esteja filiado a um partido. O Brasil tem 33 partidos, cada um com seu dono ou grupos que mandam.

Sem apoio da legenda, dificilmente um candidato, mesmo com votos, consegue ser diplomado, empossado e atuar na posição que escolheu e conquistou nas urnas. Além disso, a legenda é quem financia o candidato com o fundo partidário.

Luciano Barbosa, por exemplo, ganhou as eleições em Arapiraca com mais de 50% dos votos. Mas ele só é prefeito porque o MDB, depois de uma longa briga com Luciano na Justiça, desistiu da ação que impediria a posse do prefeito democraticamente eleito.

Fernando Collor é filiado ao PROS, um partido que em Alagoas está sob o comando de Adeilson Bezerra, ligado ao senador Renan Calheiros (MDB). Collor precisa de uma legenda e de fundo partidário para disputar a reeleição. O PROS deve apoiar Renan Filho ao Senado.

Assim, Collor, nestas condições, sairá do PROS. Mas para onde?

Pode ser o PL, que esta semana festejou a filiação de Jair Bolsonaro. Mas em Alagoas a legenda será comandada por Sérgio Toledo, deputado federal com ligações antigas com os Calheiros. É mais um partido que ajudará na eleição de Renan Filho.

Collor tem dois caminhos: o PTB e o PTC. Os dois são guiados por gente do senador: Eduardo Rossiter, seu assessor, preside o PTB; Wagner Simas, o PTC.

Collor já foi do PTB, cujo presidente está mais uma vez preso: Roberto Jefferson. O PTC mudou de nome. Agora é Agir36.

A sorte para Collor está lançada e desta vez ele pode ficar tranquilo: vai para uma legenda onde quem manda é ele. E é assim desde sempre. Quem ousa discordar?

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