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Fernando James assume Gazetas, e desafio é recuperar legado do avô

A festa em comemoração aos 50 anos da TV Gazeta mostrou também o novo sucessor das empresas da família Collor de Mello.

Sem surpresa, Fernando James recebeu o bastão. Agora é ele quem toca um imenso transatlântico que parece sem rumo, após bater num iceberg.

James terá o desafio de manter o império de comunicação, fundado pelo avô Arnon, de pé, sem o sinal da Globo, que representava mais de 70% do faturamento da TV; o declínio da força e da representação do impresso Gazeta de Alagoas, apesar de tradicionais meios como Folha de São Paulo e O Globo manterem boas (e disputadas) edições de papel e digitais.

Há muitas dúvidas. Fernando James vai anunciar demissões?  Terá como pagar os demitidos? Terá o mínimo de liderança? Qual a posição da esposa de Collor, Caroline, e das irmãs Celine e Cecile?

Há também dívidas: como a Gazeta vai zerar o passivo trabalhista?

Os 50 anos da primeira e maior TV de Alagoas, ainda com a melhor qualidade de sinal, não despertaram interesse na classe política, a elite empresarial preferiu distância, as maiores fortunas não apareceram, nada de homenagens acachapantes na Câmara de Vereadores ou Assembleia Legislativa.

Um silêncio nada inocente para uma festa quase cartorial.

Cinco décadas atrás, o governador Divaldo Suruagy estava ao lado de Arnon. Assim como Pedro Collor, já tratado na época como sucessor nos negócios do pai, e responsável por buscar, no mundo, tecnologia de ponta para as empresas.

Pedro, Fernando Collor e outros foram esquecidos nos discursos retratados pela própria Gazeta. A direção atual, que deixa o comando, homenageada.

Passado tão distante no tempo parece ser uma roupa que não serve mais. A questão é o presente e o futuro. Dizem que Fernando James está preparado para dar as cartas. A prática dirá.

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