Traipu, Satuba e São Luiz do Quitunde atrasam o salário dos servidores públicos.
Os prefeitos justificam que é a crise.
Será?
Em Satuba, inclusive, o prefeito Paulo Acioly chegou a decretar a falência da cidade.
Paulo não renuncia. E Satuba assiste a um filho de um político famoso transformando notas de cinqüenta reais em pontas de cigarro enquanto gasta outras tantas no baralho com os amigos.
“Na casa do meu pai tem muito mais”, ele diz com o orgulho estampado de quem é nobre entre pobres.
Na Prefeitura, aliás, programa- se a compra de um milhão de reais em fogos de artifício
Onde está o Ministério Público para barrar a queima de dinheiro quando falta tudo- inclusive a racionalidade?
Traipu atrasa três meses nos salários, faltam remédios nas farmácias populares.
A prefeita Conceição Tavares e o vice brigam pela chefia do Executivo enquanto o ex-prefeito Valter Santos é procurado pelo Ministério da Educação para pagar uma dívida.
Traipu já teve de tudo menos uma classe política decente.
Ou descaradamente exibindo riqueza sacudindo as poucas moedas da botija pública.
São Luiz do Quitunde nem sabe quem é o prefeito. Esta semana os professores decretaram greve pela segunda vez em dois meses.
Professores estão com os salários atrasados, sem dinheiro para comer ou pegar o transporte para ensinar.
Enquanto alguns vereadores choram com eleitores, eles mesmos- estes vereadores- desfilam bens de luxo por Maceió.
É deboche? Sim. Porque a Associação dos Municípios no mês passado pediu a compreensão das pessoas ao fechar as portas das prefeituras em protesto contra os cortes federais.
Pareciam lágrimas de crocodilo. Ou uma divisão maluca: Aos cidadãos cabem dividir a conta do ajuste fiscal.
O resto fica por debaixo do colchão.
Traipu responde (atualização às 16:27hs)
“Ao contrário do que afirma o texto ’Traipu, São Luiz do Quitunde e Satuba entre a falência e riqueza dos políticos’, não há nenhum servidor municipal com três meses de salários atrasados em Traipu. Tampouco falta remédio na farmácia municipal, que está completamente abastecida, mesmo recebendo do governo federal apenas 30% dos recursos necessários para suprir a demanda local. Lamentamos a publicação de informação falsa e, como sempre, colocamo-nos à disposição para maiores esclarecimentos.”






Uma resposta
Parabens a reportagem em Traipu existe
Uma quadrilha administrando o municipio infelismente os orgao competente como o MP CGU e MPF nao agem