A leitura mínima que a cultura de massa impôs nos ajudou a construir uma sociedade de fanáticos, que, embora sejam instruídos, nada entendem sobre direitos e arbítrios alheios.
Entre a ânsia do consumo e a obsessão por si mesmos, ganham cada vez mais expressão entre os que foram analfabetizados à força pelo sistema brutal que rege nossas relações sociais, tão desiguais em acessos!
Avança uma sombra sobre nós. A ignorância, vilã de todos os tempos. Até poderia ser um contrasenso, na plenitude do século XXI, reinado da tecnologia. Porém, os bancos escolares (sempre insuficientes) foram transformados em escadas de ascensão aos patamares da competitividade, deixando em menor valor a integralidade do ser educando.
A força coercitiva dos sistemas de dominação, sejam políticos, econômicos ou quaisquer outra denominação, atua sobre as fragilidades humanas, sejam estas construídas socialmente, ou dispostas pela natureza. Estes pontos de vulnerabilidade são manipulados a tal modo, que o próprio indivíduo “escolhe” o fim designado.
Poucos de nós reflete sobre esse determinismo que assola as famílias e instituições, hierarquizando as formas de viver e de morrer de todas as pessoas.
Parece uma trama humana, contudo, faz parte da manobra sistêmica aparelhada e dirigida pela classe dominante.
Seria possível ter uma história diferente, se não estivéssemos tão adaptados aos “condicionamentos” que afetam prazeres e identidades, buscas de posses e fetiches de dominação do outro.
Para nós resta ainda a saída que apenas o conhecimento real pode trazer. Estudar para competir nos lesionou o intelecto e a sensibilidade humana se transformou em luta egóica. Se conseguirmos romper com as teias estratificadas para sentir o abraço do sol, quiçá tenhamos coragem de começar uma nova luta, pela liberdade integral e pela vida, de todos.




