O bombeiro aborda o repórter:
“O clima esfriou. O PSDB devia se juntar mais. Mas o Alckmin vai de um lado e o Aécio do outro”.
Dia quente em Maceió. Termômetro marca 28 graus. Praia convidativa, mas relatório do Instituto do Meio Ambiente desaconselha: praia imprópria para banho. Dez mil pessoas se reúnem nas ruas, segundo a Polícia Militar.
Nos discursos, Dilma e Lula são chamados de vagabundos, sem vergonha, ladrões, barbudo safado (Lula). Lulinha é dono de “uma das maiores fazendas do Brasil”.
Dois trios elétricos ecoam os discursos mais um carro de som:
“Renan acorda, ouve as ruas. A República nasceu aqui”
“Eu pagava mil reais de energia elétrica. Hoje pago três mil”
Grupo dos contrários a ideologia de gênero pregavam o fim do marxismo na educação, levada adiante pelo “covil petista”. Uma música antiga do Chiclete com Banana agitava a multidão.
“Não à ideologia de gênero. No dia 31 de agosto (a Câmara de Vereadores na capital analisa o projeto) vamos colocar na privada e dar descarga”.
Um homem se aproxima:
“Devemos tudo isso à Constituição de 88 que obriga menor e analfabeto a votar. Analfabeto é frágil, acredita em palavra bonita. Tem universitário que não sabe interpretar texto. E agora o filho da gente tem que ser viado. A nação está nas mãos de analfabetos”.
Discursos continuam: “Socialistas, querem implantar o comunismo na América do Sul”.
Lista os partidos comunistas “a serem evitados”na hora do voto: PDT, PC DO B, PCB, PTL, PPS, PSB e PT.
“Isso aqui não é nem nunca será uma Venezuela. Maduro tem que apodrecer e cair da árvore”.
Faixas e bandeiras sacudidas. Médicos dizem que Dilma vinculou a residência médica ao Ministério da Saúde. “Serão capachos da Dilma”.
“Governo socialista venezuelano”
Maçons recolhem assinaturas para projeto anti-corrupção.
A mulher se aproxima:
“A imprensa não fala nada das manifestações. Não vi nada de nenhuma”
“Mas saiu muita coisa. Todos os meios de comunicação falam”, argumento.
“Mas não vi minha entrevista. Então não saiu nada”.
Imagens de Sergio Moro desfilam. Uma burra chamada Dilma carrega uma jaula. Dentro, o “Lula”:
“Estou preso companheiros. Não tenho curso superior”.
Selfies e fotos ao lado da criação.
“Pé na bunda dela, o Brasil não é Venezuela”.
Tucanos são chamados ao protesto. Ninguém responde.
Na frente da caminhada, uma faixa diz, em inglês: volta ditadura, fim ao comunismo. Integrantes do movimento reclamam:
“Aí não dá, virou esculhambação”.





