Há um desgaste visível entre o Governo e a Assembléia Legislativa, algo que vai crescer se Renan Filho (PMDB) mantiver o objetivo de cortar gastos na máquina pública.
É que alguns projetos elaborados pelo Executivo vão passar pela Assembleia e desagradam os parlamentares.
Percebe-se que o presidente Luiz Dantas (PMDB) é pressionado por um pedaço do Legislativo.
E cede a esta pressão ao criar 120 cargos para serem rifados.
É uma compensação pelo controle- do Governo- do loteamento na máquina, feito aos poucos quando os deputados querem mais velocidade.
Olavo Calheiros (PMDB) foi o fiador da vitória de Luiz Dantas na Casa, mas os cargos mostram uma Assembleia pouco disposta a resgatar sua própria imagem no público e pronta a formar grupos que se tornam oposição ou situação a depender do tamanho da bandeja servida pelo Governo.
Assim, com Luiz Dantas, segue-se uma tradição: os presidentes cedem aos impasses criados pelos deputados, o Executivo tem de negociar sempre postos de trabalho aos apadrinhados. Faça crise ou fartura.
Luiz Dantas cria mais cargos para garantir uma antecipação da eleição da Mesa Diretora? E Olavo Calheiros endurece até onde discurso contra o presidente? Os dias serão de tensão.






