O retorno de Cícero Cavalcante à política- assumindo a vaga de Dudu Holanda em tratamento de saúde- não muda a composição de Renan Filho na Assembleia mas serve de reforço político ao ex-prefeito de Matriz de Camaragibe e São Luiz do Quitunde.
Flávia Cavalcante, filha de Cícero, hoje diretora-presidente do Procon, virou um peso para o Governo Renan.
Ela não consegue superar a gestão Rodrigo Cunha- uma surpresa na era Téo Vilela.
Ao mesmo tempo, tem um prazo de validade curto para alívio do Governo: deve sair no próximo ano para recompor o patrimônio eleitoral do pai.
Ou disputa a Prefeitura em Matriz ou São Luiz.
Cícero Cavalcante era nome certo na Assembleia nas eleições do ano passado. A filha deixaria a política em nome do pai.
Faltou combinar com as urnas.
A derrota foi tão humilhante que em Maceió, onde o ex-prefeito apostava uma votação acachapante, teve cinco mil votos.
Nem venceria para vereador. Acabou virando o resultado da filha- oito anos na Assembleia e atuação sem relevância.
Agora, o retorno de Cícero- mesmo não definitivo- servirá para calibrar o grupo dele e congelar, ao menos por enquanto, mais de uma dezena de processos que responde na Justiça ou no Tribunal de Contas da União.
Para usar uma expressão da região norte, Cícero prepara um voo de galinha para um salto político, bem longe do buraco onde repousam os sem mandato.








