Esquema da madeira, em Alagoas, sonegou R$ 2 milhões

Segundo o Ibama, cada metro cúbico de madeira extraída de forma legal na Amazônia recebe créditos ambientais

R7

A operação Malha Verde, realizada pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) ocorre simultaneamente em todos os Estados brasileiros. O órgão está multando madeireiras que participam de um esquema ilegal montado para legalizar madeira clandestina da Amazônia. Só em Alagoas, pode ter havido um crime de sonegação de mais de R$ 2 milhões em impostos.

Segundo o Ibama, cada metro cúbico de madeira extraída de forma legal na Amazônia recebe créditos ambientais. Quando essa madeira é vendida ao consumidor, as empresas precisam dar baixa nos créditos e atestar o ciclo de comércio legal.

De acordo com Rivaldo Couto, que é chefe de fiscalização do Ibama em Alagoas, o procedimento é chamado de fluxo inverso.

– As empresas acumulam os créditos e passam para essas madeireiras na Amazônia, que tentam legalizar madeira retirada de reservas com esses créditos.

Em Alagoas, os fiscais do Ibama já estiveram em quatro madeireiras – duas no sertão do Estado. Nos dois casos, os proprietários negaram envolvimento no esquema, como o madeireiro Paulo Fernando.

– Eu não sabia disso. Só descobri porque tentei comprar madeira e estava com o cadastro bloqueado. Toda madeira que tenho aqui está legal.

De acordo com o órgão estatal, a Polícia Federal também vai investigar o caso.

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