Observando fenômenos considerados corriqueiros, venho dando conta de que está havendo uma mudança no perfil das
pessoas que vasculham os lixeiros de prédios e casas, em Maceió.
Há poucos anos, este ofício era executado por pessoas com aspectos mais desalinhados, indicando o triste grau de miserabilidade que as levava a fazer essa busca nos restos alheios. Alguns moravam nas ruas.
Hoje é possível encontrar indivíduos com aspectos mais cuidados, revelando, por sua vez, que não se trata de moradores de rua, embora o objetivo ao vasculhar sacos de lixo, seja o mesmo.
À primeira vista, a impressão que passa é de agravamento do cenário sócio-econômico local, pois trabalhar desta maneira requer da parte do homem ou da mulher, a força que apenas a necessidade de sobreviver pode dá.
Como vivemos em um Estado com escassa mobilidade social, vasto quadro de desempregados e perda da capacidade de consumo, moderada apenas pelo auxílio da bolsa-família, podemos mensurar o alcance das estatísticas na vida real.
Estamos equilibrando entre a pobreza e a miséria, os agravantes da precariedade da educação, saúde e moradia.
Leia-se em outras palavras: resultado da sangria social e política imposta aos nossos cidadãos votantes!
Escândalos, corrupções, arbitrariedades, injustiças e impunidade, geram essa sorte mesquinha que se alarga como uma garganta fria, engolindo infâncias, juventude e velhice.
Quem sobreviverá à hecatombe da moral e da vergonha na política alagoana?





