‘Cabo de guerra’ entre Congresso e STF vai gerar’ crise institucional’, diz senador

 

O senador Fernando Collor (PTB/AL) disse que o Brasil vai enfrentar uma “crise institucional desagradável” se o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF) não encerrarem o que chamou de “cabo de guerra”.

Ele se referia ao mais novo foco de tensão entre os dois poderes: uma liminar do ministro do STF, Gilmar Mendes, que suspende a tramitação, no Congresso, de um projeto que inibe a criação de novos partidos.

A cúpula do Congresso classificou a liminar de “intromissão” e “invasão”. O projeto interessa o Palácio do Planalto, que tenta barrar a formação da Rede- partido da ex-senadora Marina Silva e da vereadora Heloísa Helena (PSOL).

– É esquisito um ministro monocraticamente sustar uma decisão tomada em conjunto do Senado. Isso pode gerar crise institucional desagradável. Espero que prevaleça o bom senso, o entendimento. Se isso virar cabo de guerra, vai ter crise institucional. Não sei se o Brasil pára, mas vai ser prejudicado, disse Collor.

As declarações foram dadas durante visita a obras de ampliação no Porto de Maceió, no final da tarde de sexta-feira (26).

– Hoje o poder que está em ascenção e com amplo percentual de aprovação é o Judiciário. Em baixa, o Legislativo, aquele que o povo elegeu. Se o povo escolhe e depois desaprova, algo está acontecendo. O Legislativo é mais escrutinado, é sondado com lupa. Não se sabe o que acontece no Judiciário. A não ser o caso da reforma do banheiro do STF, que custou a bagatela entre aspas de R$ 90 mil. É difícil a população saber o que se passa no Judiciário, disse Collor.

Sem esconder que é candidato à reeleição ao Senado, Collor faz visitas a aliados no interior de Alagoas em busca de votos, faz críticas ao governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), rival dele em 2014, e mexe nas discussões entre PMN e PPS no Estado. Nacionalmente, os dois partidos acertaram uma fusão. Em Alagoas, o PPS é aliado do governador e o PMN é uma legenda nanica, com aliados coloridos.

Sobre as eleições do próximo ano- e perguntado sobre o colega, o senador Aécio Neves (PSDB/MG)- Collor disse que nem ele nem o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB)- também presidenciável- terão como “enfrentar a fera”.

– Gosto muito do Aécio, gosto muito do Eduardo. Duas pessoas que têm valor e trabalho, porém, a Dilma é a Dilma. Ainda não dá, tem que pegar musculatura para encarar a fera, afirmou o senador.

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