O chefe da diplomacia britânica, William Hague, não tem mais dúvidas de que o Irã desenvolve uma bomba atômica. E teme que,
se conseguir, os países da região iniciem uma corrida armamentista, que termine em uma “nova guerra fria”. As informações são do jornal Daily Telegraph.
O ministro diz que este é um cenário que deve preocupar não apenas a região, já que todo o mundo se viria confrontado “com a mais grave fase de proliferação nuclear desde que as armas nucleares foram inventadas” e com “a ameaça de uma nova guerra fria no Médio Oriente sem ter necessariamente todos os mecanismos de salvaguarda” criados no século XX para manter sob controlo os arsenais americanos e soviéticos.
“Isto seria um desastre internacional”, acrescentou.
Os receios de Hague foram revelados numa altura em que Israel continua a discutir – muitas vezes em público – a possibilidade de um ataque preventivo contra o programa nuclear iraniano, que o Teerã insiste em dizer que terá fins pacíficos- produção de energia elétrica.
Porém, há indícios de que uma guerra de baixa intensidade está em curso entre Teerã e Telaviv- incluindo o assassinato de cientistas da área nuclear e ações de sabotagem do programa iraniano.








