O áudio em que aparece o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas (OAB/AL), Omar Coêlho de Mello, em uma suposta negociação por anuidades a advogados- taxa anual paga a ordem- chegou à Polícia Federal. Na gravação são citadas as vozes de Omar e da atual candidata a presidente da OAB, apoiada por Omar, Rachel Cabús.
Em trechos da gravação, a voz de quem seria o presidente da OAB diz que em uma campanha “normal” se gastaria em torno de R$ 300 mil. Fala na quantidade de inadimplentes em relação a anuidade (em torno de dois mil, dois mil e trezentos, segundo ele). E Cabús pergunta o perfil dos inadimplentes: “Nós temos. Não abrimos ainda. Tá vendo aquele saco de dinheiro que a gente mostrou ali?”, responde Omar.
Fala ainda que os devedores são “gente da alta” e uma negociação de compra de votos, em torno de R$ 5 mil. “Tutmés (Toledo, ouvidor da OAB) viu o cara chegando lá dizendo ‘doutor Omar, fulano ficou de pagar a anuidade”.
“A gente precisa ver gente de confiança. Muitos vão ser advogados novos. Vamos ver os 50 mais baratos, aí você parcela. Como foi que a gente começou a pagar, tá lembrando? O Paulo Brêda chegou e disse tem muita gente pagando”, diz a voz atribuída ao atual presidente da OAB.
Em outro momento, um homem diz que “a gente tem a máquina, tem a arrecadação, tem tudo!”. E outra pessoa completa: “É só ligar e dizer rapaz, você está devendo, vá pagar, vamos resolver”.
Omar responde
Pelo twitter, o presidente da OAB confirmou a veracidade do áudio, mas disse que a parte final da gravação foi editada.
“Conversar e expor as idéias não é crime e o que foi tratado [na negociação gravada] não foi levado a efeito. A gravação não é completa. Crime é por escuta sem autorização”, disse. “Aguardemos os fatos e estamos mais do que nunca vendo até onde pode tudo pode chegar. Aguardemos!”.
Rachel Cabús disse que vai se pronunciar na tarde desta quarta-feira, em coletiva.








