Odilon Rios
reporternordeste.com.br
O Ministério Público Estadual de Alagoas entrou com ação civil pública, em novembro de 2010, por ato de improbidade administrativa contra o prefeito, os ex-superintendente de Limpeza Urbana, João Vilela e Ernande Baracho, e mais cinco empresas de lixo. Todos são acusados de desviar R$ 200 milhões de contratos do lixo nos últimos cinco anos.
O MP pede a perda de cargo, pagamento de multa e ressarcimento do dinheiro aos cofres públicos. Os desvios envolviam a pesagem do lixo nas balanças. O material era pago por quilo, mensalmente. Segundo o MP, o técnico atestava que a balança estava quebrada e o lixo era pesado nas empresas.
Além disso, os valores do lixo eram superfaturados. Em 2005, a prefeitura pagava R$ 464 mil a Marquise, empresa de lixo. Um ano depois, a empresa foi substituída pela Viva Ambiental, com um contrato quase oito vezes superior: R$ 3,3 milhões mensais.
As investigações reúnem 6.800 páginas, 180 delas correspondem apenas a petição encaminhada ao Judiciário, para pedido de afastamento do prefeito do cargo.
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