Justiça nega pedido de habeas corpus para canibal de Garanhuns

Diário de Pernambuco

Um dos crimes mais brutais já registrados em Pernambuco, mais especificamente em Garanhuns, no Agreste, voltou a ser comentado na última semana após o advogado de defesa de uma das integrantes do trio de canibais ter entrado com o pedido de habeas corpus para obter a soltura de sua cliente. O advogado Paulo Henrique Melo solicitou a liberação de Isabel Cristina, 51, para a Justiça na terça-feira (04), no entanto, a juíza Sandra de Arruda Beltrão, da 1ª Câmara do Tribunal de Justiça de Pernambuco, negou o pedido. A decisão foi divulgada nesta segunda-feira (10).

O pedido é referente à morte de apenas uma das vítimas, Jéssica Camila da Silva Pereira, há quatro anos.

Respondem pela morte: Jorge Beltrão da Silveira, 50 anos, a esposa dele Isabel Cristina Pires da Silveira, 51, e Bruna Cristina Oliveira da Silva, 25, matavam e esquartejavam mulheres em rituais macabros. Além disso, usavam a carne das vítimas para rechear empadas e coxinhas.

Caso

O trio afirmou participar de uma seita anti-semitista chamada Cartel, que combatia a “procriação” e tinha como alvo mulheres que deram à luz mais de um filho. O primeiro crime cometido pelos três acusados teria vitimado Jéssica Camila, moradora de rua. Ela foi tirada da rua pelos suspeitos quando pedia esmolas em um canal de Boa Viagem, na Zona Sul no Recife. Com uma filha de dois anos, foi levada para a casa da família, no bairro de Rio Doce, Olinda, onde foi assassinada dois meses depois. O crime aconteceu em julho de 2008. Jéssica foi enterrada no quintal da casa e seus ossos foram removidos para um terreno baldio, quando o trio se mudou para a Paraíba.

Investigação

Os assassinatos em série começaram a ser desvendados depois que a polícia encontrou os corpos de Giselly Helena da Silva, de 31 anos, e Alexandra Falcão da Silva, de 20. Na casa onde moravam os suspeitos e foram localizados os cadáveres esquartejados e enterrados no quintal, também havia um livro e um caderno onde os assassinos fizeram confissões escritas de próprio punho.

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