Estudo vincula Estados corruptos a altas taxas de mortalidade infantil

Correio Braziliense

Aquela história de que a corrupção, literalmente, mata está longe de ser força de expressão ou exagero dos militantes sociais mais exaltados.

Uma pesquisa desenvolvida na Universidade de Cincinnati, nos Estados Unidos, analisou dados de 148 países durante o período de 12 anos e provou, em números, que as nações que apresentam uma forte militarização pretoriana e governos corruptos sofrem com elevadas taxas de mortalidade de crianças abaixo de 5 anos. No ranking, os cinco piores índices foram todos de países africanos: Serra Leoa, Nigéria, Congo-Brazzaville, República Democrática do Congo e Chade. Já as menores taxas de mortalidade de crianças relacionadas à forma de governança ficaram com Cingapura, conhecida por ser a nação menos corrupta da Ásia, seguida da Coreia do Sul, da Finlândia, da Ilha Chipre e da Áustria.

O Brasil foi um dos analisados e ficou com uma pontuação mediana referente à administração dos recursos públicos e à qualidade de vida da população. Apesar de ter alcançado os índices de redução de mortalidade infantil (crianças com até 1 ano) definidos pelas metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio da ONU, a corrupção na saúde desviou R$ 2,8 bilhões nos últimos nove anos, de acordo com a Controladoria-Geral da União (CGU). O valor é referente aos 3.522 processos de Tomadas de Contas Especiais (TCEs) instaurados pelo Ministério da Saúde.

.