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Romaria dos sofredores nos ônibus de Maceió

Afinal, quem paga pela desordem do transporte público urbano em Maceió?

Apenas o usuário.

Se este serviço já era de má qualidade, podemos encher a boca agora, afirmando que está péssimo!

Uma cidade refém de políticas insipientes, corporativas; silenciada pela alienação de cada dia, numa luta mecânica pela sobrevivência, apenas.

Se o que os empresários chamam de 100% da frota de ônibus, nos deixa plantados sob imitações de marquises, que não protegem da chuva nem do sol, o resultado de 80% da frota em funcionamento é a espera agravada, a superlotação a espremer os iguais em infortúnio, cansando, irritando, adoecendo.

Sem direcionar a indignação na luta justa, as pessoas machucadas se agridem, debocham da mesma sorte que nivela os usuários de transportes públicos em Maceió, numa romaria de sofredores.

Onde estará a solução?

Quando os órgãos responsáveis vão agir com seriedade suficiente, a coibir o abuso dos empresários sobre a pobreza que os enriquece?

Onde andará o sorriso de Maceió, nesta etapa crítica de sua história?

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