A tentativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de minimizar o mal-estar com o eleitorado religioso após o Carnaval não passou ilesa pela oposição.
O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ) (imagem em destaque), subiu o tom contra o petista, ironizando sua declaração de que “não pensa” nas críticas de evangélicos à ala que ridicularizou conservadores na Marquês de Sapucaí.
Para o senador, a postura de Lula é “surpreendente” e revela uma desconexão com o sentimento cristão.
A polêmica central gira em torno da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente em seu enredo. A escola causou revolta em setores religiosos ao apresentar a ala “família brasileira em conserva”, interpretada por líderes evangélicos como uma humilhação e um ataque direto aos seus valores.
Questionado pelo Metrópoles em Nova Delhi, Lula se esquivou da responsabilidade, afirmando que não é carnavalesco e que não gasta energia com as reclamações sobre o desfile.
Portinho não poupou sarcasmo ao associar o destino da agremiação à imagem do presidente.
“Ele pode não pensar nas críticas, mas nós, cristãos, nunca podemos esquecer. E ele é pé frio também”, disparou o parlamentar, referindo-se ao fato de a escola ter ficado em último lugar no Grupo Especial, sendo rebaixada para a Série Ouro logo após o desfile em homenagem ao petista.
Enquanto a base aliada de Jair Bolsonaro usa o episódio para inflamar as redes sociais e consolidar a narrativa de “perseguição religiosa”, o Palácio do Planalto tenta conter o incêndio.
A orientação para ministros e assessores é o silêncio estratégico: o governo quer evitar que a polêmica ganhe sobrevida e prefere que o tema saia da agenda pública o quanto antes, temendo um desgaste ainda maior com um segmento que já é resistente à gestão atual








