Clã nas urnas: Flávio Bolsonaro escala Michelle e encosta em Lula

O cenário político para as próximas eleições presidenciais começou a desenhar um contorno de “assunto de família”.

Em entrevista à rádio Jovem Pan, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), agora consolidado como o pré-candidato do clã ao Planalto, revelou a estratégia de capilaridade da família para ocupar cadeiras estratégicas no Legislativo.

A principal novidade é o destino da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que deve buscar uma vaga no Senado pelo Distrito Federal.

A articulação, segundo Flávio, visa criar uma rede de apoio mútua. Enquanto ele foca na disputa presidencial, ocupando o vácuo deixado pelo pai, Jair Bolsonaro, atualmente inelegível, seus irmãos também se preparam para o pleito: Carlos e Renan Bolsonaro devem concorrer, respectivamente, ao Senado e à Câmara Federal por Santa Catarina.

Apenas Eduardo Bolsonaro, atualmente nos Estados Unidos, deve ficar fora da disputa.

“Acho que vai ficar cada um me ajudando dentro da sua [esfera]”, pontuou o senador.

 Diferença para Lula cai pela metade

Os planos da família ganharam um combustível extra com a divulgação da mais recente pesquisa Genial/Quaest.

O levantamento mostra que a estratégia de herança política está surtindo efeito: em um eventual segundo turno, a distância entre o presidente Lula (PT) e Flávio Bolsonaro encolheu drasticamente.

Se em dezembro o petista ostentava uma vantagem de dez pontos (46% a 36%), o novo cenário aponta Lula com 43% contra 38% de Flávio, uma diferença de apenas cinco pontos percentuais.

O crescimento do senador é impulsionado por uma “limpeza de terreno” na direita. Flávio conseguiu consolidar o voto bolsonarista, saltando de 82% para 92% de preferência nesse grupo.

Mais do que isso, ele começou a avançar sobre os “independentes” e a chamada “direita não bolsonarista”, onde 71% dos eleitores agora aprovam sua indicação como o nome apoiado pelo ex-presidente.

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