A angústia e a incerteza completam 20 dias nesta sexta-feira (23) para as famílias de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4.
Após quase três semanas de buscas intensas, a operação em Bacabal, no interior do Maranhão, sofreu uma mudança estratégica: o foco agora está na margem oposta do Rio Mearim, nas proximidades do quilombo São Sebastião dos Pretos, onde cães farejadores detectaram o último rastro das crianças.
A Marinha do Brasil encerrou as varreduras subaquáticas na noite desta quinta-feira (22).
Durante cinco dias de trabalho ininterrupto, as equipes percorreram 19 quilômetros do rio com o auxílio de um sonar de alta tecnologia. Embora 11 “pontos de interesse” tenham sido identificados e minuciosamente checados por mergulhadores do Corpo de Bombeiros, nenhum vestígio dos irmãos foi localizado nas águas.
Com a conclusão da varredura no leito do rio e o desmonte da estrutura de apoio conhecida como Base 2, desativada após o resgate do menino Kauã, de 8 anos, encontrado com vida três dias após o desaparecimento , a estratégia de busca passa a ser reativa.
A principal hipótese trabalhada agora é que as crianças possam ter atravessado o rio e entrado em uma área de mata densa. A Marinha informou que a verificação detalhada dessa nova região é a prioridade atual para entender se os irmãos seguiram por terra após a margem.
Mobilização e recompensa
A operação em Bacabal já é considerada uma das maiores da região, tendo mobilizado mais de 500 pessoas e varrido uma área superior a 3.200 km². O clima na cidade é de profunda consternação.
Enquanto Anderson, outra criança que desapareceu no mesmo contexto, recupera-se dos traumas após 14 dias de internação, os pais de Ágatha e Allan enfrentam o peso do tempo.
A Prefeitura de Bacabal, sob gestão de Roberto Costa (MDB), mantém de pé a oferta de uma recompensa de R$ 20 mil para quem fornecer informações concretas que levem ao paradeiro dos irmãos. Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo número 181.
*Com Agências








